O leão ruge, a tela desaparece e você é transportado para uma era diferente de Hollywood. Foi uma época em que a Metro-Goldwyn-Mayer não era apenas um estúdio. Foi a indústria. Por uma breve e ofuscante janela nas décadas de 1930 e 1940, a MGM manteve as rédeas do cinema global. Eles eram os maiores. O mais lucrativo. O destino padrão para quem queria ver um filme.

Isso não foi sorte. Era uma máquina.

A anatomia de um monopólio

A história começa com Marcus Loew, um homem que entendeu o poder do expositor. Ele não queria apenas exibir filmes. Ele queria controlá-los. Em 1920, ele comprou a Metro Pictures. Esse foi o primeiro tijolo.

Quatro anos depois, as peças do quebra-cabeça mudaram. O estúdio se fundiu com a Goldwyn Productions. O hub físico? Goldwyn Studios em Culver City, bem perto de Hollywood. Esse local se tornaria o coração da operação por décadas.

Então veio a grande fusão. Em 1925, Louis B. Mayer Pictures juntou-se ao grupo. Mayer assumiu o comando como chefe executivo. Ele ficou por 25 anos. Sob sua supervisão, o estúdio deixou de ser uma coleção de projetos desconexos. Tornou-se uma marca.

E então houve Irving Thalberg.

Thalberg era uma força criativa com autoridade assustadora. Ele era jovem. Ele foi brilhante. E ele tinha o poder de reeditar qualquer filme da MGM antes mesmo de chegar ao público. Ele morreu em 1936, mas sua influência permaneceu. Foi o modelo para o “estilo MGM”.

A Fábrica de Estrelas

Não dá para falar da MGM sem listar os nomes. O estúdio não contratou apenas atores. Eles os assinaram. Por períodos variados de tempo, as seguintes faces estiveram sob contrato:

-Greta Garbo
-João Gilberto
– Lon Chaney
-Norma Shearer
– Os Barrymores (Ethel, Lionel e John)
– Joan Crawford
-Jeanette MacDonald
-Clark Gable
-Jean Harlow
-William Powell
-Myrna Loy
-Katharine Hepburn
-Spencer Tracy
– Judy Garland
-Mickey Rooney
– Elizabeth Taylor
– Gene Kelly
-Greer Garson

Essa lista não é exaustiva. É uma amostra do talento que tornou o estúdio dominante. Pense na química. Hepburn e Tracy. Crawford e Gilbert. Eles não apenas agiram juntos. Eles definiram gêneros.

Os sucessos que definiram uma era

Os próprios filmes contam a história do alcance do estúdio. Eles não estavam apenas ganhando dinheiro. Eles estavam estabelecendo o padrão cultural.

Considere a lista de sucessos críticos e comerciais:

  • Grande Hotel (1932)
  • David Copperfield (1935)
  • A Boa Terra (1937)
  • As Mulheres (1939)
  • A história da Filadélfia (1940)
  • Sra. Miniver (1942)
  • Luz a gás (1944)
  • A selva de asfalto (1950)

Não eram apenas filmes. Eles eram eventos.

Então aí

A MGM construiu sua lenda com base no espetáculo. Embora E o Vento Levou (1939), dirigido por Victor Fleming, continue sendo uma peça importante da história do cinema, o verdadeiro motor comercial do estúdio era sua programação musical. Não eram apenas filmes. Foram produções elaboradas que definiram a era de ouro do entretenimento de Hollywood.

A lista de musicais da MGM parece uma lista de gigantes do cinema. O Mágico de Oz chegou em 1939, estabelecendo um padrão elevado para fantasia e música. Em 1941, Ziegfeld Girl trouxe o glamour da Broadway para a tela. O estúdio manteve o ritmo em meados do século com Meet Me in St. Louis (1944) e Till the Clouds Roll By (1946).

Você pode acompanhar a evolução do gênero através de sua produção. Easter Parade (1948) e On the Town (1949) mostraram uma mudança em direção a ambientes mais dinâmicos e modernos. Depois vieram as adaptações: Annie Get Your Gun em 1950, seguida pelo épico Show Boat em 1951. No mesmo ano, An American in Paris provou que o estúdio ainda poderia dominar a temporada de premiações.

O início da década de 1950 foi particularmente produtivo. Singin’ in the Rain (1952) permanece como uma anomalia – ainda amplamente considerado o maior musical já feito. The Band Wagon (1953) e Kiss Me Kate (1953) seguiram-se, mantendo a fórmula fresca mesmo quando os gostos começaram a mudar. A era se estendeu com Silk Stockings (1957) e encerrou o período clássico com Gigi (1958). Cada filme exigia orçamentos enormes, coordenação precisa e disposição para investir no poder das estrelas. O resultado foi uma identidade de marca que o público reconheceu instantaneamente.

O lento desaparecimento de um gigante de Hollywood

A idade de ouro não era apenas uma memória na década de 1950. Estava escapando. A MGM, que já foi o rei indiscutível de Hollywood, começou a mostrar suas falhas. O declínio do estúdio foi constante. Depois veio o caos administrativo da década de 1960.

Eles ainda fizeram sucessos. Doutor Jivago foi lançado em 1965. 2001: Uma Odisséia no Espaço de Kubrick foi lançado em 1968. Esses eram filmes de prestígio. Orçamentos elevados. Grandes nomes. Mas o modelo de negócios estava quebrando.

Diversificação ou desespero?

Na década de 1970, a estratégia mudou da produção cinematográfica para a retirada de ativos. A MGM vendeu suas participações mais valiosas. O que restou não foi um estúdio de produção puro. Diversificou-se em hotéis. Cassinos. Empreendimentos não cinematográficos que nada tinham a ver com celulóide.

Foi um pivô nascido da necessidade. O negócio do cinema era muito arriscado. O mercado imobiliário parecia mais seguro. Ou assim dizia a lógica.

A Conexão dos Artistas Unidos

Esta era também definiu as complicações financeiras da MGM. De 1973 em diante, o estúdio firmou várias associações financeiras com a United Artists Corporation. Não foi uma fusão limpa. Era uma teia complexa de interesses partilhados.

Por que isso importa? Sinalizou o fim da MGM como uma potência independente. O estúdio tornou-se parte de uma estrutura corporativa maior e mais obscura. A magia se foi. O maquinário permaneceu.

O que resta

O legado deste período não está nos filmes. Está na história de advertência. Um estúdio que outrora definiu o cinema perdeu o rumo ao perseguir fontes de receita externas. Os ativos foram vendidos. A gestão se agitou. Os filmes continuaram.

Mas o centro não conseguiu aguentar.